O) Dramatização: “A amizade em cinco corações”

No seguimento da formação PNEP, criou-se uma dramatização para ser trabalhada numa das aulas assistidas. Abordando a necessidade de respeitarmos os outros tal como eles são, independentemente das suas diferenças, “A amizade em cinco corações” não é mais do que uma história onde os corações se unem e transformam a amizade numa das mais bonitas formas de amar. Neste sentido, e partindo do texto em causa, trabalhou-se uma ficha de trabalho com as competência essenciais.

De saleintra que a dramatização foi acompanhada de um divertido fantoche de mão, com todas as personagens da história. Mas como na Escola da Mina há verdadeiros artistas, os alunos também criaram, através de colheres de pau, as personagens.

O resultado não podia ter sido melhor!

 

DRAMATIZAÇÃO:

A AMIZADE EM CINCO CORAÇÕES

 

Era uma noite serena, onde só as estrelas brilhavam no imenso céu. Não havia frio, o vento estava calmo e na Aldeia dos Amigos todos dormiam um sono profundo, em paz.

O dia amanheceu com um sol brilhante, diferente dos anteriores dias de Outono.

Xi-Xá-Xu, uma menina vinda da China, acordou bem-disposta e foi até ao Lago Azul Profundo, onde tinha combinado encontrar-se com os seus quatro amigos.

Sorridente e animada, quando lá chegou encontrou o Pedro, um rapaz simpático e tímido que tinha conhecido quando veio viver para a Aldeia dos Amigos.

- Olá Pedro. Já viste como está um dia tão bonito? Será que o resto da malta ainda demora muito? – Perguntou Xi-Xá-Xu.

- Daqui a pouco estão aí, mas a Litalu não virá. Os seus pais tiveram de ir à Índia e ela teve de ficar a tomar conta do seu irmão mais novo – afirmou o Pedro com toda a certeza.

- Que pena! – Exclamou a bonita chinesa.

Nisto, o Zacarias chegou acompanhado por uma bonita esquimó, de pele muito branquinha e com um sorriso como há poucos.

- Olá rapaziada – disse o Zacarias todo contente. Acho que não se importam que a minha prima Fáti nos faça companhia. Chegou ontem de viagem e queria apresentar-vos.

- Claro que não nos importamos – disseram os outros dois ao mesmo tempo. Quantos mais, melhor! Assim seremos quatro a partilhar bons momentos e engraçadas brincadeiras.

Nisto, enquanto iam conversando, a indiana que todos julgavam não poder vir, a Litalu, aproximou-se dos amigos e explicou-lhes que, apesar de não se poder demorar, tinha-lhes vindo dar um beijinho e desejar um bom dia de brincadeira.

O tempo foi passando e a tarde chegou! Os quatro aventureiros, visto que Litalu tinha regressado a casa, nem deram pelo passar das horas.

A verdade é que todos na Aldeia estranhavam o facto de pessoas tão diferentes se darem tão bem. Porém, entre eles não havia diferença alguma: brancos ou negros, deste país ou de outro, todos tinham um coração para amar…e isso bastava-lhes.

João Nuno Baptista

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